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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Pesquisadores comprovam sinais de pegadas de dinossauro no Interior do Maranhão


A curiosidade sempre foi a grande motivadora de grandes descobertas no
mundo. Não diferente, foi a curiosidade que levou os moradores da
pequena cidade de Fortaleza dos Nogueiras a perceber que existia algo
diferente desenhado nas pedras às margens do Riacho Lajes, o que
posteriormente foi cientificamente comprovado por pesquisadores como
pegadas de dinossauros.

O Sebrae Maranhão, por meio do projeto de turismo da unidade regional
em Balsas, tem acompanhado o processo de identificação das pegadas de
dinossauros e planeja realizar ações junto a proprietários dos
atrativos da região, no intuito de capacitá-los para melhor explorar
esse roteiro turístico, que faz parte da modalidade do turismo
cientifico.

Para a gestora do projeto de turismo do Sebrae em Balsas, Sandra
Barcelos, tornar esses atrativos paleontológico conhecidos é algo
importante, haja vista o impacto histórico e turístico da descoberta e
ainda fazer dos atrativos, roteiros que gerem renda para as famílias da
região.

Algumas ações já foram realizadas, a exemplo da capacitação de
condutores de turismo, realizada no primeiro semestre deste ano, que
capacitou vinte empreendedores e potenciais empreendedores do segmento
turístico em Fortaleza dos Nogueiras. O objetivo foi preparar
empresários para receberem turistas que desbravam a região em busca
das belezas do ecoturismo, além de incentivar a prática da atividade
do turística na sua ampla exploração no Polo Chapada das Mesas.
Outras ações estão previstas ainda para o segundo semestre de 2018.

CIÊNCIA

O turismo científico é um dos tantos formatos de turismo encontrado na
região que já vem trabalhando as belezas naturais no ecoturismo,
turismo de contemplação, lazer e aventura. Para Maria Boaventura, que
mora há dezessete anos na propriedade onde foram encontradas as 71
pegadas de dinossauros, os visitantes e curiosos se impressionam com o
achado.

Para Deusdédit Carneiro, chefe do Centro de Pesquisa da História
Natural e Arqueológica do Maranhão, a descoberta das pegadas é muito
importante para as pesquisas sobre o assunto e também é fundamental
que as instituições promotoras do turismo pensem em fomentar a
exploração do turismo cientifico, haja vista ser propriedade
histórica da comunidade local, contudo, ele alerta para os cuidados
necessários para a não degradação do material paleontológico
existente no local.


No sentido de fomentar o turismo cientifico na região, a gerente do
Sebrae em Balsas, Cecília Salata ressalta que a instituição está
fazendo um trabalho de base e ainda em 2018 várias capacitações e
consultorias estão previstas para acontecer com os empreendedores do
turismo, em Fortaleza dos Nogueiras.



A PESQUISA

O primeiro registro fóssil na Formação Sambaíba, que se formou no
período Neotriássico-EoJurássico (há cerca de 200 milhões de anos),
na Bacia do Parnaíba, foi registrado pelos estudos de José Fernando
Pina, Joel Macambira e Leonardi Giuseppe, ambos das Universidades
Federais do Pará e Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O material e contexto geológico de estudo consiste em um conjunto de 71
impressões tridáctilas digitígradas, que está localizado na Bacia do
Parnaíba, região que abrange quase totalmente os estados do Maranhão
e Piauí e parcialmente os estados do Pará, Ceará, Tocantins, Goiás e
Pernambuco.

Para Agostinha Pereira, bióloga e paleontóloga do Centro de Pesquisas
Naturais e Arqueologia do Maranhão, existe um entendimento que qualquer
mudança no quadro natural das coisas, no caso, a descoberta das pegadas
de dinossauros passa obrigatoriamente pela qualidade da educação
científica da população.

Ainda de acordo com a pesquisadora, este trabalho contribui para
modificar o cenário apresentado, ao registrar pela primeira vez a
ocorrência de pegadas de terópodes (dinossauros bípedes) em arenitos
da Formação Sambaíba, historicamente uma unidade afossilifera,
objetivando a divulgação da descoberta de um novo sítio
icnofossilífero brasileiro, a partir do registro de um conjunto com 71
pegadas de dinossauros bípedes, encontradas ao sul de Fortaleza dos
Nogueiras, além de definir a posição estratigráfica da ocorrência
na Formação Sambaíba e apresentar novas possibilidades
paleoambientais para a unidade na região onde ocorre, o que permitirá
compreender e interpretar o ambiente existente quando o estrato
sedimentar se formou.


Da assessoria
Roseane Cardoso
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